Diretório de Coletivos de História Oral da ABHO
Documento
1. Identificação do coletivo
Nome do coletivo
Laboratório de História Oral
Ano de fundação
2010
Localidade de atuação
Pelotas, Rio Grande do Sul
Forma de organização
núcleo ou laboratório vinculado a instituição de ensino e pesquisa
GeoCoordenada (localização no mapa)
Vinculação institucional (caso haja)
O Laboratório de História Oral se vincula ao Núcleo de Documentação Histórica (NDH) Beatriz Loner, fundado em 1990, na Universidade Federal de Pelotas. O NDH é um centro de documentação, que abriga outros projetos como arquivos específicos e laboratórios.
Instituições parceiras
O laboratório conta com mais de 500 entrevistas realizadas através da História Oral e abriga, também, em seu site, entrevistas feitas por outros pesquisadores, que as doam, assim como Sindicatos, que realizam trabalhos na área e permitem que o site do NDH também albergue o material como, por exemplo, o Sindicato da Alimentação de Pelotas, fundado no ano de 1974.
Pessoas responsáveis ou de referência
Lorena Almeida Gill; Paulo Koschier.
Integrantes
O Laboratório de História Oral tem a sua coordenadora, Lorena Almeida Gill; um técnico administrativo em educação, que é historiador, Paulo Koschier e todo o ano recebe bolsistas ou da própria UFPel ou ainda de instituições de pesquisa.
Website
Apresentação
Redes sociais
E-mail de contato
ndh.ufpel@gmail.com
O coletivo é filiado à ABHO?
Sim, com um integrante como filiado individual
2. Atuação
Breve descrição do coletivo
O Laboratório de História Oral (LaHO), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi fundado em 2010, para ser um local de arquivamento do acervo de áudio, de vídeo e escrito de entrevistas e das demais atividades que englobam a metodologia de História Oral. Este “banco de memórias” é continuamente acrescido por narrativas, novos projetos de extensão e pesquisa, pela colaboração de professores, estagiários, bolsistas e voluntários que se interessam pela metodologia. O LaHO, além de desenvolver atividades vinculadas ao Núcleo de Documentação Histórica (NDH), como entrevistas, transcrições e guarda de acervo, serve de espaço para práticas de intervenção de alunos dos cursos de História (Bacharelado e Licenciatura).
Perspectiva metodológica e abordagem
O Laboratório trabalha com a metodologia, a partir dos quatro tipos principais, ou seja, história oral temática, história de vida, tradição oral e história testemunhal. O acervo decorre, principalmente, de projetos que foram feitos no decorrer dos anos. Aquele que resultou em um maior número de entrevistas foi o intitulado: Ofícios em extinção, que construiu narrativas com motorneiros, estivadores, pescadores artesanais, estivadores, benzedores, alfaiates, relojoeiros, dentre outros. Algumas entrevistas, no entanto, foram doadas por outros pesquisadores, que usam o material em seus trabalhos de conclusão de curso, mestrado e doutorado e, como conhecem o Laboratório, deixam as transcrições depositadas neste lugar. Um exemplo recente foi a cessão de entrevistas, feitas por um pesquisador da UFPel, sobre a fundação da Faculdade de Odontologia, da UFPel.
Principais projetos concluídos
À beira da extinção: memórias de trabalhadores cujos ofícios estão em vias de desaparecer: Em nossa sociedade, com as rápidas transformações industriais e a revolução da informática, cada vez mais profissões e, principalmente ofícios manuais vão se tornando obsoletos neste inicio do século XIX, sendo extintos ou estando em vias de desaparecer. Por outro lado, os trabalhadores que os exerceram têm um rico manancial de vivências, experiências e trajetórias ligadas a estes ofícios, que vão se perder paulatinamente com o desaparecimento destes. Nessa perspectiva já foram feitas 70 entrevistas com essas pessoas. Foram realizadas, também, entrevistas no contexto da pandemia de COVID-19 e da enchente histórica no Estado em 2024. Ainda, estão sendo feitas várias entrevistas no âmbito da história institucional, com foco na Faculdade de Medicina e Faculdade de Enfermagem.
Projetos em andamento
O projeto Memórias UFPel surgiu no ano de 2024 em consequência da atuação do NDH, quanto ao desenvolvimento de pesquisas no campo da história institucional da UFPel. Como se tem recebido muitos documentos históricos de faculdades e unidades, para digitalizar e desenvolver trabalhos, surgiu a ideia de fazer entrevistas, na modalidade da história oral temática, com professores, técnico-administrativos e egressos, especialmente aqueles que estiveram presentes nos primeiros anos da UFPel, quando da sua fundação, em 1969. O projeto Histórias Pouco Contadas tem feito entrevistas, quando possível, para produzir verbetes biográficos com a intenção de publicizar histórias pouco conhecidas pela academia e comunidade em geral relacionados à homens e mulheres, pretas e pardas da cidade de Pelotas. Ainda, tem sido feitas entrevistas que se vinculam ao contexto do golpe civil-militar na cidade, em decorrência de estudos sobre a história da UFPel
Palavras-chave
Acervo; entrevistas; história oral temática; história testemunhal, história institucional; Núcleo de Documentação Histórica; democratização do conhecimento; UFPel.
3. Acervo
O coletivo possui ou está constituindo algum tipo de acervo?
Sim
Composição do acervo
Temos cerca de 500 entrevistas, realizadas a partir de projetos diversos de pesquisa realizados desde o ano de 1992. As primeiras entrevistas foram feitas pela professora Beatriz Loner e, atualmente, os bolsistas têm sido treinados para atuar com a metodologia, especialmente em uma disciplina existente na graduação, que possui o nome de Laboratório de História Oral e é obrigatória no Bacharelado e optativa na Licenciatura em História. Ainda, na Pós-Graduação em História, há a disciplina: Memória, construção de narrativas e história oral, a qual é feita por alunos de diferentes cursos. No site há uma pequena apresentação dos projetos e os interessados na entrevista precisam completar um formulário no qual diz os motivos pelos quais quer ler o material. Só após essa explicitação, é concedida a entrevista ao interessado.
Suportes das entrevistas
Como o projeto foi constituído há bastante tempo, há fitas cassete, CDs, VHS e transcrições, mas só são publicizadas as transcrições físicas aos interessados.
Condições de acesso ao acervo
Tendo em vista a Lei Geral de Proteção de Dados, só é dado acesso ao documento físico da transcrição, mediante a explicitação do motivo da procura, através do preenchimento de um formulário, que pode ser acessado no site.
4. Produção e resultados
Produções relevantes
Livro: Uma casa chamada Leiga : os 60 anos da Medicina - UFPel (Versão impressa e e-book). Capítulo de livro: Uma graduação jovem, negra e nordestina: a história do curso de Enfermagem da UFPel. Livro: Á beira da extinção: memórias de trabalhadores cujos ofícios estão em vias de desaparecer.
5. Desafios e perspectivas
Principais desafios atuais
Os principais desafios são de infraestrutura, vinculados ao espaço físico e a possibilidade de se obter um técnico-administrativo, que auxilie apenas o Laboratório de História Oral,. Há dificuldades de se fazer entrevistas e logo a transcrição, tendo em vista que os bolsistas atuam em vários projetos.
Expertise e possibilidades de colaboração
O Laboratório de História Oral do NDH tem um acervo rico, que se expressa a partir de diferentes entrevistas realizadas, as quais são buscadas por pesquisadores de áreas diversas. Recentemente temos efetivado parcerias com grupos que também utilizam a história oral. Como exemplo, cito três casos mais recentes: foi feito contato com o Sindicato da Alimentação para reproduzirmos em nossa página entrevistas realizadas pela equipe de lá com trabalhadores da área, o que se concretizou. Ainda, recebemos em doação, faz poucos dias, vários itens da Associação de Docentes da UFPel e, há alguns anos, foram feitas entrevistas para um livro sobre a Faculdade de Odontologia, o qual não foi escrito e as entrevistas farão parte do nosso acervo.

