Diretório de Coletivos de História Oral da ABHO
Documento
1. Identificação do coletivo
Nome do coletivo
Repositório de Entrevistas de História Oral - REPHO/UFRGS
Ano de fundação
2017
Localidade de atuação
Porto Alegre (RS)
Forma de organização
projeto ou programa de extensão
GeoCoordenada (localização no mapa)
Vinculação institucional (caso haja)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Pessoas responsáveis ou de referência
Carla Simone Rodeghero; Eduardo Matheus Palini
Integrantes
Entre 10 e 15 integrantes - docentes, pesquisadores/as em processo de formação (graduação e pós-graduação), egressos/as da pós-graduação, pesquisadores/as em estágio de pós-doutorado, na área de História
Website
Home
Redes sociais
https://www.facebook.com/rephoufrgs | https://www.instagram.com/rephoufrgs/ | https://www.youtube.com/channel/UCvOZwPuyCi10lHZHOGOf7QA
E-mail de contato
repho@ufrgs.br
O coletivo é filiado à ABHO?
Sim, com mais de um integrante como filiado individual
2. Atuação
Breve descrição do coletivo
O Repositório de Entrevistas de História Oral (REPHO/UFRGS) é um espaço de reflexão, prática e aprendizado de história oral, vinculado ao Núcleo de Pesquisa em História (NPH/UFRGS) e ao projeto de extensão Diálogos de História Oral, desenvolvido na UFRGS, sob a coordenação de Carla Simone Rodeghero. Por meio do seu site (www.ufrgs.br/repho), suas redes sociais e seus encontros presenciais e remotos, o Repositório promove um conjunto de iniciativas para aproximar o público acadêmico e não acadêmico da prática da história oral e de discussões sobre memórias, oralidade e tradições. O REPHO desenvolve suas atividades desde 2017, com destaque para oficinas, grupos de estudo, mesas redondas, condução ou consultoria de/a projetos de história oral, participação em eventos regionais, nacionais e internacionais.
Perspectiva metodológica e abordagem
Sua metodologia compreende a formação de pesquisadores/as, a captação de entrevistas para disponibilização no site, a realização de eventos que favoreçam o diálogo em torno da história oral e o aprimoramento de sua prática e, ainda, o desenvolvimento de projetos de pesquisa com destaque para o Documentando a experiência da Covid-19 no Rio Grande do Sul (2020 a 2023). O REPHO promoveu reuniões do seu grupo de estudos entre 2023 e 2025, tratando de temas relacionados a memórias, tradições orais e história oral indígena. O projeto Documentando a Covid-19 foi submetido à Plataforma Brasil, assim como outros projetos de participantes do coletivo.
Principais projetos concluídos
Origens do Bairro Restinga, entre versões, a inversão do olhar sobre a memória (dissertação de mestrado de Neila Prestes de Araúja, pesquisadora que participou da fundação do coletivo); Ingresso e Permanência de Estudantes Cotistas na UFRGS (projeto associado à disciplina História, memórias e identidades: teoria e prática, oferecida pelo Departamento de História da UFRGS, e que favoreceu a realização de entrevistas para iniciar o acervo do REPHO, por turmas de graduação e pós-graduação); Documentando a experiência da Covid 19 no Rio Grande do Sul (projeto que agregou mais de duas dezenas de participantes e se somou a uma iniciativa interinsticional).
Projetos em andamento
O projeto de pesquisa Políticas de reparação, comissões da verdade universitárias, produção documental e pesquisa histórica, coordenado por Carla Simone Rodeghero, tem se valido do conhecimento e das dinâmicas de trabalho do REPHO para contribuir com os trabalhos de montagem do Banco de Testemunhos da Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós da UFRGS; paralelamente, estão sendo preparadas entrevistas dos projetos que seguem para compor o acervo do Repositório: Foi a nossa vez, nossa voz : o Movimento das Margaridas e a luta das trabalhadoras rurais no Rio Grande do Sul na década de 1980, de Manuela Perondi Pavoni; História e memória do movimento estudantil na Universidade de Caxias do Sul (1967-1977), de Hector de Oliveira Vieira.
Palavras-chave
ditadura | tradições orais | mulheres | Covid-19 | universidades | ações afirmativas | movimentos sociais | memória
3. Acervo
O coletivo possui ou está constituindo algum tipo de acervo?
Sim
Composição do acervo
O acervo possui mais de 150 entrevistas, as quais foram produzidas no âmbito dos seguintes projetos de pesquisa: A disciplina de EPB – estudos de problemas brasileiros na ditadura militar e civil brasileira-1970/1993: o caso da UFRGS; Chapéus Itinerantes: histórias do circo de rua de Porto Alegre; Decisões econômicas e relações sociais no artesanato e na mecanofatura: o caso da produção têxtil; Documentando a experiência da Covid 19 na Escola Porto Alegre; Documentando a experiência da Covid 19 no Rio Grande do Sul; Egressos/as da graduação em História da UFRGS – anos 1980 e 1990; Ingresso e Permanência de Estudantes Cotistas na UFRGS; Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil; Origens do Bairro Restinga, entre versões, a inversão do olhar sobre a memória. São entrevistas no formato digital, a maioria em áudio; no site são disponibilizadas fichas técnicas com transcrições e, em alguns casos, links para acesso às gravações.
Suportes das entrevistas
São entrevistas no formato digital, a maioria em áudio; no site são disponibilizadas fichas técnicas com transcrições e, em alguns casos, links para acesso às gravações.
Condições de acesso ao acervo
acesso condicionado à aceite do termo de compromisso para uso; a maioria das entrevistas conta com acesso à gravação e à transcrição/ ficha técnica
4. Produção e resultados
Produções relevantes
Em 2023, publicação de História Oral da Covid-19 - reflexões desde o Rio Grande do Sul, organizado por C. S. Rodeghero, C. S. Alves e R. de A. Weimer; em 2025, ST História Oral Indigena no Encontro Reginal Sul de HO, na UDESC; em 2026, indicação da dissertação de M. P. Pavoni para o prêmio ABHO.
5. Desafios e perspectivas
Principais desafios atuais
Tempo para conciliar atividades acadêmicas de docência e de burocracia com as atividades de pesquisa e extensão do REPHO; dificuldade em retomar atividades presenciais; dificuldade em conseguir adesões de pesquisadores/as disponíveis para doar suas entrevistas ao acervo; rotatividade dos participantes; falta de infraestrutura física (sala, computadores, estúdio de gravação).
Expertise e possibilidades de colaboração
Reflexões sobre ética na pesquisa; experiências de formação de novos/as pesquisadores/as; dinâmica de grupo de estudo; atualização do site; relação do REPHO com atividades práticas de disciplinas de graduação criadas visando a curricularização da extensão.

