Diretório de Coletivos de História Oral da ABHO
Documento
1. Identificação do coletivo
Nome do coletivo
Viramundo: Coletivo de pesquisadores/as em história, ditaduras, transições e arte engajada
Ano de fundação
2024
Localidade de atuação
Maceió (AL)
Forma de organização
grupo de pesquisa
GeoCoordenada (localização no mapa)
Vinculação institucional (caso haja)
Universidade Federal de Alagoas
Instituições parceiras
Comitê Memória Verdade e Justiça de Alagoas; Laboratório de História, Memória e Política da Universidade do Estado de Alagoas (Uneal) e Núcleo de Expressões Dramáticas (Neped) do Curso de Teatro da Ufal
Pessoas responsáveis ou de referência
Anderson da Silva Almeida
Integrantes
Anderson da Silva Almeida (líder e professor do curso de história da Ufal); Clara Suassuna Fernandes (docente e doutoranda em História na Ufal); Gerson Castro dos Santos (egresso do mestrado em história da ufal); José Cláudio Lopes do Santos Júnior (doutorando do curso de história da Ufal); José Guido Lessa (professor do curso de Música e doutorando em História na Ufal); Lucas Martírio (mestrando em história na Ufal); Paula dos Santos Silva (mestranda em história na Ufal); Rayane Cristina da Silva (mestranda em história na Ufal); José Rinaldo Queiroz de Lima (egresso do mestrado em história da Ufal); Nathália Ouvires (mestra em história pela Universidade de Lisboa).
Redes sociais
E-mail de contato
anderson.almeida@ichca.ufal.br
O coletivo é filiado à ABHO?
Sim, com um integrante como filiado individual
2. Atuação
Breve descrição do coletivo
O Coletivo surgiu a partir de demandas dos/das estudantes do Curso de História da Universidade Federal de Alagoas que tinham interesse nos estudos do período da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985), especialmente em Alagoas. Após mapearmos os interesses iniciais, decidimos incorporar também a transição autoritária que teve início com o fim da ditadura, desde a nova Constituição de 1988 até o chamado tempo presente (bolsonarismo). Nesse sentido, a metodologia de história oral tem sido de fundamental importância para as realizações de entrevistas e análises de testemunhos que já constavam em relatórios de Comissões da Verdade (Nacional e Estadual) ou, ainda, em livros de memórias e autobiografias (escritas de si). A professora Clara S. Fernandes já tinha experiência por ter trabalhado com entrevistas na Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco; e o professor Anderson Almeida, da mesma maneira, por ter entrevistado marinheiros e fuzileiros navais que se opuseram ao golpe de 1964.
Perspectiva metodológica e abordagem
O coletivo trabalha a partir da realização de entrevistas com sobreviventes e remanescentes da ditadura em Alagoas, elaborando roteiro de entrevistas temáticas, tendo em vista que há diversos atores dispostos a falar, tais como sindicalistas, camponeses, professores, artistas e marinheiros, por exemplo. As ações são gravadas em áudio e, sempre que possível, em áudio e vídeo. O trabalho coletivo envolve desde a localização de possíveis entrevistados, a fase de sensibilização, coleta, transcrições e arquivamento. Sempre que possível, há publicações, como foi o caso do livro "O que vamos contar? Vozes da pandemia..." (Maceió: Edufal, 2021) . Outro exemplo de publicação foi a a entrevista do marinheiro alagoano João Jerônimo da Silva, no livro "Memórias da Tormenta: marinheiros e fuzileiros navais que disseram não ao golpe de 1964". Curitiba: CRV, 2024. Até o momento nenhum projeto foi submetido à Plataforma Brasil.
Principais projetos concluídos
1. O que vamos contar? Vozes da pandemia - uma ação de documentar relatos sobre a pandemia da covid-19 em Alagoas / Ebook publicado pela Edufal em 2021. (Org. Anderson da Silva Almeida.
2. Memórias da Tormenta: história oral dos marinheiros e fuzileiros navais que disseram não ao golpe de 1964 / Livro físico publicado pela editora CRV, 2024. (Orgs. Robert Wagner Porto Silva Castro e Anderson da Silva Almeida).
Projetos em andamento
1. Memórias da Tormenta 2 (Continuação das publicações de entrevistas de marinheiros e fuzileiros navais que disseram não ao golpe de 1964;
2. Testemunha Ocular (entrevistas com sobreviventes da ditadura em Alagoas).
Palavras-chave
ditadura | testemunhos | marinheiros | artistas | Alagoas | história oral | memórias | nordeste | redemocratização | tempo presente
3. Acervo
O coletivo possui ou está constituindo algum tipo de acervo?
Sim
Composição do acervo
1. Acervo oriundo das entrevistas com marinheiros e fuzileiros navais expulsos após o golpe de 1964. Total: oito entrevistas. Temas: origem familiar, ingresso na Marinha, envolvimentos com a política; golpe de 1964; ditadura; anistia;
2. Acervo audiovisual com entrevistas realizadas no período da pandemia sobre a covid-19. Total: quatro entrevistas. Temas: covid-19, família, mortes, política, futuro.
3. Entrevistas que fazem parte do acervo da Comissão Estadual da Verdade de Alagoas não realizadas por integrantes do Coletivo Viramundo. Total: 15 entrevistas com transcrições.
Suportes das entrevistas
Suportes em CDs, com cópias de segurança; Audiovisuais em Pen-drives; e transcrições em arquivos digitais (pdf) e impressos.
Condições de acesso ao acervo
Acesso mediante agendamento e/ou envio por e-mail, no caso de áudios curtos e transcrições. Há algumas disponíveis no YouTube do Centro de Documentação Histórica da Ufal (CPDHis): https://www.youtube.com/@cpdhisufal
4. Produção e resultados
Produções relevantes
1. Documentário Vozes da Pandemia: perdas e recomeços. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=03g4lRzA_Yk; 2. Livro Memórias da Tormenta, editora CRV, 2024; 3. Fórum 64 Nunca Mais: testemunho, memória e história (2025); 4. II Fórum 64 Nunca Mais: testemunho, memória e história (2026)
5. Desafios e perspectivas
Principais desafios atuais
Recursos Financeiros para compra de equipamentos e financiamento de bolsistas para execução das entrevistas e transcrições.
Expertise e possibilidades de colaboração
Expertise na elaboração de roteiros, gravações, transcrições, arquivamento e publicações, mesmo em uma escala que não corresponde à demanda existente em Alagoas. Ou seja, poderíamos realizar muito mais.

